Mudanças no Inventário em 2026: O Que Esperar e Como se Preparar
Introdução
Ao longo da atuação no Direito Sucessório, o Castro & Del Grande Advogados tem acompanhado diversas famílias enfrentando situações delicadas por falta de informação atualizada sobre mudanças na legislação. Em 2026, novas regras relacionadas ao processo de inventário passam a vigorar, trazendo impactos relevantes para quem deseja organizar o patrimônio de forma segura.
Diante desse cenário, o objetivo deste conteúdo é apresentar, de forma clara e direta, as principais mudanças e orientar como as famílias podem se preparar.
O que muda no inventário em 2026?
Muita gente ainda associa o inventário a um processo caro, demorado e burocrático. E, em 2026, além da burocracia, o custo pode se tornar um problema ainda maior para muitas famílias.
Isso porque as novas diretrizes do ITCMD caminham para um cenário de
tributação mais rigorosa, com impacto direto sobre heranças, doações e estruturas patrimoniais. Na prática, isso pode significar:
- Alíquotas progressivas obrigatórias, fazendo com que patrimônios maiores sejam tributados de forma mais pesada
- Mudança na base de cálculo de cotas e participações societárias, que podem deixar de ser avaliadas por critérios mais vantajosos e passar a seguir metodologias ligadas ao valor de mercado
- Maior impacto tributário em holdings familiares e empresas patrimoniais, especialmente quando há imóveis e ativos relevantes dentro da estrutura
- Necessidade de mais organização documental e societária, sob risco de atrasos, questionamentos e aumento de custo total da sucessão
Em alguns casos, a combinação entre nova alíquota, nova base de cálculo e avaliação patrimonial mais elevada pode aumentar de forma muito relevante o valor final do inventário. Por isso, 2026 deve ser encarado como um marco de atenção para famílias que ainda não fizeram planejamento patrimonial e sucessório. Antecipar decisões pode ser a diferença entre preservar patrimônio ou pagar muito mais na transmissão dos bens.
Por que fazer o planejamento sucessório antes de 2026?
Com as alterações previstas, especialmente em relação ao ITCMD, há tendência de aumento na carga tributária em diversos casos.
O Castro & Del Grande Advogados observa que famílias que se antecipam conseguem reduzir custos e evitar impactos financeiros futuros.
A antecipação permite:
- Aproveitar regras fiscais mais vantajosas
- Organizar o patrimônio com mais tranquilidade
- Evitar custos elevados no momento do inventário
Principais vantagens do planejamento antecipado
A experiência prática demonstra que o planejamento sucessório traz benefícios relevantes, especialmente diante das mudanças legislativas:
- Redução ou mitigação do impacto do ITCMD
- Prevenção de conflitos familiares
- Maior agilidade no processo de inventário
- Organização prévia de bens digitais
- Segurança jurídica na transmissão patrimonial
Famílias que se organizam previamente enfrentam o processo com mais clareza e menor desgaste emocional.
Inventário extrajudicial: avanços pontuais, mas sem mudança estrutural em 2026
O inventário em cartório já vinha se tornando mais comum nos últimos anos, especialmente em situações com consenso entre os herdeiros e ausência de conflitos.
Embora existam avanços na digitalização e na prática dos cartórios, 2026 não traz uma mudança estrutural relevante no modelo de inventário extrajudicial. A possibilidade de realização em cartório, inclusive em alguns casos com menores de idade, já vinha sendo admitida de forma progressiva, desde que cumpridos os requisitos legais e com acompanhamento jurídico.
Na prática, o que se observa é uma continuidade de melhorias operacionais, como:
- maior uso de documentos digitais
- possibilidade de assinaturas eletrônicas
- processos mais ágeis em alguns estados
No entanto, esses pontos não alteram de forma significativa o custo ou a lógica do inventário.
O foco das mudanças para 2026 está muito mais na tributação e na forma de avaliação do patrimônio do que na estrutura do procedimento em si.
O impacto dos bens digitais no inventário
Outra mudança importante é a inclusão obrigatória de bens digitais no inventário.
Isso inclui:
- Criptoativos
- Contas digitais
- Perfis online
- Ativos digitais diversos
A falta de organização desses bens pode gerar perdas patrimoniais e dificuldades para os herdeiros. Por isso, o planejamento antecipado também deve considerar esse novo cenário.
Atenção aos riscos de esperar
A experiência do escritório demonstra que adiar o planejamento pode trazer consequências significativas.
Alterações tributárias podem aumentar consideravelmente os custos do inventário, além de tornar o processo mais complexo.
Por isso, a recomendação é clara: não postergar decisões estratégicas relacionadas à sucessão patrimonial.
Como se preparar para as mudanças
Para se adaptar ao novo cenário, algumas etapas são fundamentais:
- Mapear todos os bens, incluindo ativos digitais
- Buscar orientação jurídica especializada
- Alinhar expectativas entre os herdeiros
- Estruturar o planejamento sucessório
- Formalizar as decisões com segurança jurídica
O acompanhamento profissional é essencial para garantir eficiência e segurança em todas as etapas.
Conclusão
As mudanças no inventário em 2026 representam um novo cenário para a sucessão patrimonial no Brasil.
Embora tragam avanços importantes, também exigem maior organização e planejamento por parte das famílias.
O planejamento sucessório antecipado continua sendo a melhor estratégia para reduzir custos, evitar conflitos e garantir uma transição patrimonial mais tranquila.
O Castro & Del Grande Advogados acompanha de perto essas transformações e atua para oferecer soluções seguras, personalizadas e alinhadas às necessidades de cada família.
Perguntas frequentes sobre o inventário em 2026
Quais são as principais mudanças no inventário?
As mudanças incluem digitalização do processo, inclusão de bens digitais, ampliação do inventário extrajudicial e atualização das alíquotas do ITCMD.
Como a nova lei afeta os herdeiros?
Pode haver aumento de custos tributários, além da necessidade de maior organização documental, especialmente em relação a bens digitais.
O que mudou na partilha de bens?
A principal mudança está na inclusão de ativos digitais e na possibilidade de realização do processo de forma mais ágil e digital. Inventário extrajudicial continua normal e já pode ser feito remotamente sem ir ao cartório.
Quem pode fazer inventário extrajudicial em 2026?
Herdeiros maiores e capazes, inclusive em casos com testamento, desde que haja consenso e acompanhamento de advogado.
Quanto custa um inventário em 2026?
O custo varia conforme o patrimônio e a tributação aplicável. O planejamento antecipado pode reduzir significativamente esses valores.










